5 de mai. de 2011

Por que ECAL?

Por conta das línguas diferentes (português e espanhol) e, sobretudo, pela força de outros interesses, os brasileiros, em geral, não se pensam e se sentem latino-americanos.

Aprendemos, por exemplo, a diferenciar o que, a rigor, não existe: Brasil, de um lado e América Latina, de outro. Achamos que não temos nada a ver com esses povos, e eles, por sua vez, nada têm a ver conosco, a não ser nos “combates esportivos” ou, mais exatamente, no futebol – terreno fértil para os repetidores de pensamentos, sentimentos e comportamentos que jamais se deram ao trabalho de compreender...

E o que dizer do tipo de tratamento que, em geral, brasileiros e argentinos dispensam, por exemplo, aos bolivianos e paraguaios? Como eles nos vêem e o que pensam de nós? O que sabemos e dizemos sobre haitianos, hondurenhos, peruanos, jamaicanos, equatorianos etc., quase sempre, é o que os livros escolares e os meios de comunicação oficiais querem que a gente pense e fale...

Ora, não foram os mesmos motivos que levaram, a princípio, os iberos e, mais tarde, em especial os estadunidenses, a explorarem e colonizarem essas terras e esses povos? E os desdobramentos desses atos – o que tem o nosso tempo a ver com isso? Por que não entendemos com facilidade tais processos históricos?

História, geografia, filosofia, antropologia, sociologia, economia, artes, entre outras, são áreas de conhecimentos fundamentais e necessárias, caso queiramos compreender as teorias e práticas de Educação e Comunicação Social vigentes na América Latina.

Trazer as contribuições dessas áreas de saber e colocá-las no centro da roda, visando a que resgatemos nossa cultura e, juntos, decidamos o que fazer com ela – eis o que interessa e justifica a promoção e realização das atividades do ECAL - Educação e Comunicação na América Latina, do INSTITUTO GENS DE EDUCAÇÃO E CULTURA.